Luz


Ligando o centro de São Paulo ao bairro nobre dos Jardins, a Augusta é a rua que provavelmente melhor representa a diversidade da urbe paulistana.

Como um dos principais pontos de comercio, cultura, entretenimento e meretrício da cidade, a íngreme trilha que cruzava a mata do Espigão Paulista por volta do ano de 1880 se desenvolveu rapidamente para seu atual formato: dividida no seu ponto mais alto pela Avenida Paulista, a Rua Augusta desce sentido bairro em seu aspecto mais nobre e sofisticado, exibindo bancos, lojas e butiques de alto nível, teatros, restaurantes de luxo e cinemas. Do outro lado, a ladeira que desce sentido centro nos traz o ambiente que permeia a baixa Augusta desde a década de 1940: boates, saunas, bares e casas de entretenimento noturno.

A rua Augusta representou para jovens na década de 1960, glamour e diversão. Com o advento da Jovem Guarda, a rua se encheu de motos, carros envenenados, discotecas, doceiras e academias de musculação, que decaíram com o passar das décadas seguintes até a virada do século, quando o ambiente noturno que nunca abandonou suas esquinas voltou a atrair a juventude, que hoje lota os muitos bares e pistas de dança, fazendo da Augusta o principal ponto da noite paulista.

Como tradicional centro de comercio e boemia, a Augusta foi cenário de diversas canções de compositores brasileiros de varias épocas, entre eles Hervé Cordovil, Raul Seixas e Paulo Coelho, e os Mutantes.